Home - Sobre a Hebron®

Mais médicos para o Brasil até 2020

O Sistema Único de Saúde – SUS precisa de clínicos gerais. Dentro do Ministério da Saúde e no gabinete da Presidente Dilma Rousseff, fala-se de bolsas de residência e de valorização do salário do médico do SUS. São expectativas que podem ajudar a consolidação do modelo e elevar a qualidade do serviço e a garantia de atendimento com base em padrões dos países onde a medicina pública é eficiente.

Até 2020, o Governo Federal pretende ampliar em 120 mil o número de médicos formados no Brasil - o país tem, hoje, pouco mais de 400 mil médicos ativos. Passar de 16 mil para 20 mil formandos ao ano é a meta. Com isso, espera-se chegar à taxa de 2,5 médicos por mil habitantes – hoje, estamos em 1,73. (Quem tiver interesse em saber as diretrizes do Plano Nacional de Educação Médica do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde pode acessar os sites oficiais. Dentre as expectativas, consta um amplo mapeamento da carreira de médico, ação que será executada pela primeira vez no Brasil.)

No Brasil, hoje, 16 mil médicos, aproximadamente, se formam todo ano. Há 180 escolas de medicina, atesta o Conselho Federal de Medicina – CFM. A proposta de ampliação do Governo Federal para 20 mil médicos ao ano tem como objetivo e consolidação, na montagem do perfil, atender à demanda do SUS. Os quatro mil médicos a mais, todo ano, por uma década, seriam preparados para a medicina pública de intervenção cotidiana a partir do SUS. Na estratégia, a ação mais ousada será equilibrar as diferenças por regiões. Há diferenças gritantes entre os estados da Federação.

Maranhão, por exemplo, tem um médico para cada 2.066 pessoas, enquanto Rio de Janeiro tem um médico para cada 306 pessoas. São Paulo tem um médico para 443 pessoas. Logo, as oportunidades de formação médica acontecerão, com apoio do Governo Federal, nas regiões e estados onde a distribuição de profissionais em comparação com número de habitantes seja precária e insatisfatória. Por exemplo, nos estados do Norte, na região do Amazônia.

O Brasil tem uma meta: aproximar-se de países como Japão (2,1 médicos para cada mil pessoas), Grã-Bretanha (2,3), argentina (2,7). Nos estudos que estão em pauta, há a proposta de estágio remunerado nos prontos-socorros federais, por um período de dois anos, depois da conclusão do curso. O valor do estágio se equivaleria às bolsas acadêmicas para mestrado e doutorado e daria garantia de bônus nas provas de residência médica.

É verdade que a meta de 2,5 médicos para cada mil brasileiros não será realidade do dia para a noite. A seguir o exemplo de outras iniciativas em educação que o Brasil espera realizar até o fim da década, trata-se de uma expectativa ousada que, se não mostrar sinais imediatos de ação, logo parecerá propaganda enganosa. Mas não deixa de ser um sinal de haver, no país, uma necessidade que precisa de intervenção, a exemplo do que sempre fez outros países.

Por seu lado, o Conselho Federal de Medicina tem apostado na melhoria da qualidade do ensino por considerar que a desigualdade não está tão-somente no número de profissionais disponíveis para mil habitantes por região - está, também, no que tem sido ensinado nas 180 escolas em atuação do país. Conciliar o aumento do número de formandos, equilibrar as diferenças por estados e regiões e elevar a qualidade do ensino são medidas e iniciativas que têm de andar juntas. Sob todos os aspectos, as muitas propostas anunciadas prometem uma década, no mínimo, revolucionária na História do Brasil.




Enviar




Enviar

avaliação




Compartilhar:


Facebook