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Vitiligo: terapia inovadora recupera cor da pele

fonte: Diário da Saúde
22/02/2018

Dermatologistas das Universidades de Yale e Massachusetts-Worcester, nos EUA, desenvolveram uma terapia que consegue restaurar a cor da pele em pacientes com vitiligo.

A terapia inovadora, que combina um remédio para artrite e luz, conseguiu resultados impressionantes.

O vitiligo é uma doença não contagiosa, autoimune e crônica que destrói o pigmento da pele e deixa manchas brancas no corpo.

O remédio

Depois de fazer testes em pequena escala nas mãos e braços de pacientes, a equipe testou a técnica em dois pacientes com perda significativa de cor da pele por todo o corpo. Para eles, tratamento padrão, como cremes esteroides e tratamentos com luz, não conseguiram restaurar a pigmentação.

Os resultados comprovaram que o medicamento facitinib - normalmente usado contra artrite - impede que o sistema imunológico ataque as células da pele que fabricam o pigmento melanina.

Já a luz ultravioleta B de banda estreita estimula as células produtoras do pigmento a restaurar a cor da pele.

Resultados

Após alguns meses de terapia combinada, houve uma melhoria notável: uma paciente apresentou uma restauração quase total da cor da pele no rosto, pescoço, peito, antebraços e canelas.

O outro paciente experimentou um sucesso apenas ligeiramente menor.

A técnica foi desenvolvida pelas equipes dos professores Brett King (Universidade de Yale) e John Harris (Universidade de Massachusetts-Worcester).

Ainda são necessários mais testes, mas a avaliação inicial já traz uma esperança real para o tratamento definitivo desta e de outras condições cutâneas estigmatizantes.

"Estes resultados irão definir o tratamento do vitiligo no futuro," disse o Dr. King.


Médicos desenvolvem tratamento para disfunção genética que pode gerar lágrimas de sangue

fonte: BBC
21/02/2018

Pesquisadores encontraram a causa genética de um mal que atinge os vasos sanguíneos e faz pacientes terem hemorragias fatais e derrames.

Cientistas do Instituto de Saúde Infantil da University College London e do Hospital Great Ormond Street, no Reino Unido, que realizaram o estudo, consideram este um "enorme passo" rumo à compreensão e ao tratamento de malformações arteriovenosas (AVMs, na sigla em inglês).

Eles acreditam que o uso de medicamentos contra câncer podem ser usados para tratar esse tipo de condição, que é progressiva e pode causar inchaços e deixar uma pessoa desfigurada.

Equipes em Londres, Edimburgo e Cambridge colaboraram na pesquisa, publicada no periódico Journal of Clinical Investigation.

Os pesquisadores fizeram biópsias em 160 crianças com doenças nos vasos sanguíneos, entre elas AVMs, e sequenciaram o DNA dos tecidos afetados.

Eles encontraram quatro genes defeituosos que podem gerar essa condição, todos eles envolvidos no envio de sinais entre receptores superficiais e o núcleo de células. As mesmas mutações genéticas estão ligadas ao crescimento de muitos tipos de câncer.

Há diversos medicamentos aprovados para o uso em casos em que há uma falha no caminho para o envio destes sinais. A descoberta significa que, agora, os médicos têm uma chance de tratar a AVM com essas drogas.


Novo antibiótico encontrado na 'poeira' é capaz de combater superbactéria

fonte: BBC
20/02/2018

Pesquisadores da Rockefeller University, em Nova York, descobriram em amostras do solo recolhidas em diversos pontos dos Estados Unidos uma nova família de antibióticos com potencial para combater infecções difíceis de tratar.

Testes mostraram que os compostos naturais, chamados de 'malacidins', foram capazes de debelar uma série de doenças bacterianas que se tornaram resistentes à maioria dos antibióticos, entre elas a superbactéria MRSA (sigla em inglês que se refere à Staphylococcus aureus, que é resistente à meticilina).

Especialistas dizem que a pesquisa, divulgada na publicação científica Nature Microbiology, dá esperança na corrida para encontrar antibióticos mais efetivos.

Doenças resistentes a remédios são uma das grandes ameaças à saúde no mundo todo e matam cerca de 700 mil pessoas por ano. Por isso a pressa para encontrar novos tratamentos.

Remédio da 'poeira'

O chão está repleto de micro-organismos vivos com potencial para produzir componentes terapêuticos, incluindo antibióticos.

Sean Brady, líder da equipe de pesquisadores da Rockefeller University, é um dos cientistas dedicados a explorar o potencial medicinal da "poeira".

Seu time está usando uma técnica de sequenciamento de genes para analisar mais de mil amostras de solo coletadas em todo o território americano - e já identificou a nova família de antibióticos, chamada de 'malacidins', em muitas das amostras.

Eles chegaram a testar o componente natural em roedores já contaminados com bactérias resistentes, e a infecção que eles tinham na pele foi eliminada.

Agora, os cientistas estão trabalhando para melhorar o medicamento e torná-lo ainda mais eficiente, na esperança de que essa nova família de antibióticos seja usada em tratamentos em humanos.

Isso, entretanto, ainda não é certo: Brady diz que a pesquisa está ainda em fase muito inicial e que, por isso, seria muito cedo para dizer.

"É um longo, árduo caminho entre a descoberta inicial e o uso médico de um antibiótico", salienta.

O professor Colin Garner, que pesquisa antibióticos no Reino Unido, pondera que a descoberta de novos antibióticos capazes de tratar doenças mais resistentes é uma boa noticia, mas não atende à demanda mais urgente.

"Nossa preocupação é com as bactérias chamadas gram-negativas, que são difíceis de tratar e cuja resistência está aumentando. Elas causam pneumonia, infeções sanguíneas e urinarias, além de infecção na pele. Precisamos de novos antibióticos", observa Garner.


USP descobre moléculas que podem tratar febre amarela

fonte: Jornal da USP
19/02/2018

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP identificaram moléculas com potencial para tratar a febre amarela.

Os testes foram realizados em culturas de células humanas de fígado infectadas pelo vírus causador da doença.

O artigo "Drug repurposing for yellow fever using high content screening" descreve a pesquisa e foi publicado na repositório Biorxiv, que armazena artigos antes de sairem em revistas especializadas.

Das moléculas mais promissoras, duas delas também tiveram eficácia contra o vírus da dengue.

A pesquisa foi realizada a partir da estratégia High Content Screening (Triagem de Alto Conteúdo).

Segundo Lúcio Freitas-Junior, este é o primeiro trabalho voltado para febre amarela que utiliza esta tecnologia.

A estratégia é conhecida como "reposicionamento de fármacos" e pode encurtar em vários anos a chegada de medicamentos do laboratório até as farmácias.

Os testes

Os pesquisadores infectaram células humanas de fígado com o vírus da febre amarela.

Eles testaram cada um dos 1.280 compostos para verificar quais matavam o agente causador da doença sem danificar as células.

Após os testes, eles conseguiram identificar as moléculas com potencial terapêutico para combater o vírus.

Dos 1.280 compostos, 88 deles (6,9%) reduziram a infecção em 50% ou mais.

Economia na fabricação de Medicamento

O estudo traz resultados inéditos ao localizar compostos que podem ser utilizados em vários casos, incluindo febre amarela.

A partir daí abre-se a possibilidade da criação de fármacos para o tratamento dessa doença que hoje representa um problema de saúde pública brasileira e alarma a comunidade internacional.

E o melhor é que a pesquisa já foi testada o que economiza tempo e dinheiro.

"A partir da estratégia de reposicionamento de fármacos, quando você começa a partir de algo que já foi testado e que já existe uma indicação boa, você está encurtando esse tempo para 2 a 4 anos, a um custo reduzido", afirma o cientista.

"Essa pesquisa pode representar uma economia brutal de tempo e recursos na descoberta de um tratamento para a febre amarela", destaca Freitas-Júnior.

O trabalho foi desenvolvido pelos pesquisadores do ICB Carolina B. Moraes e Denise Pilger; professor Paolo Zanotto, do Departamento de Microbiologia; Sabrina Queiroz e Laura Gil, da Fiocruz; além de Freitas-Júnior.

De acordo com Freitas-Júnior, a ideia é desenvolver uma alternativa para a vacina da febre amarela.

"É muito relevante que a pesquisa tenha sido feita no Brasil e 100% na USP", destaca.

"Agora, o próximo passo é reunir outros cientistas em um consórcio de diferentes grupos de pesquisa para trabalhar com os dados obtidos, que são inéditos. Temos excelentes moléculas e trabalhando dessa forma diferenciada vamos conseguir agregar valor ao que fazemos. O foco é o produto final, fazer algo que, de fato, seja diferenciado para o paciente", explica.

Próxima fase

O próximo passo é modificar as moléculas para aumentar a potência contra o vírus e diminuir os efeitos tóxicos sobre as células.

Segundo Freitas-Júnior, caso alguma das moléculas que se mostraram promissoras para tratar a febre amarela necessite ser modificada, os cientistas estarão agregando valor a elas e, com isso, poderão surgir algumas patentes.

Além do ensaio de febre amarela, o grupo de pesquisa também desenvolveu ensaios de triagem para os micro-organismos causadores de zika, dengue, chikungunya, leishmania e Chagas, entre outros.

O professor Paolo Zanotto reforça a importância do trabalho, que proporcionou uma grande quantidade de moléculas já utilizadas para outros propósitos terapêuticos e, portanto, já testadas e aprovadas em humanos por demorados e rigorosos ensaios clínicos.

"O estudo conduzido por Freitas-Júnior permitiu encontrar compostos com atividade antiviral para febre amarela e este sucesso implica a possibilidade de termos, pela primeira vez, a capacidade de interferir no processo infeccioso e salvar vidas", afirma o virologista.


Vacina de célula-tronco 'ataca' e previne três tipos de câncer em estudo

fonte: G1
16/02/2018

Uma vacina de célula-tronco conseguiu atacar tumores de mama, de pulmão e de pele em cobaias. A injeção também impediu que o câncer voltasse em animais que tiveram tumores removidos.

O feito foi possível porque as células-tronco foram utilizadas para ensinar o sistema imunológico a lutar contra o tumor.

O estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi publicado na "Cell Stem Cell" nesta quinta-feira (15).

A célula-tronco que deu origem à vacina é do tipo pluripotente: células adultas que são reprogramadas para "imitar" células-tronco embrionárias e se diferenciar em outras células do corpo.

No estudo, 75 ratos receberam versões da vacina. Desses, 70% rejeitaram completamente as células de câncer; já os 30% restantes, apresentaram células significativamente menores.

Essa mesma eficácia, segundo o estudo, se repetiu nos cânceres de pulmão e de pele.

Por que a célula-tronco foi eficaz

Antes dos testes, cientistas verificaram que células-tronco apresentam estruturas específicas (antígenos) que também estão presentes em células cancerígenas.

Com isso, hipotetizaram que essas células poderiam funcionar como uma vacina e ensinar o sistema imune a lutar contra o tumor.

Depois dos testes em cobaias, foi isso o que se verificou, dizem os autores: as células-tronco ativaram células T (de defesa) a reconhecer o tumor por meio de estruturas presentes em sua superfície.

Com isso, o tumor foi entendido como um "invasor" e atacado.

Os autores esperam que, no futuro, células da pele e do sangue de um paciente possam ser reprogramadas para habilitar o sistema imunológico a lutar contra o câncer.


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