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Brasileiros descobrem soro que combate veneno de abelhas

fonte: Globo Rural
12/12/2017

Cientistas brasileiros criaram um soro que combate veneno de abelhas. Foram 20 anos de pesquisa!

O produto, ainda em fase de testes, mas com ótimos resultados, foi desenvolvido pela Unesp - Universidade Estadual Paulista - em parceria com o Instituto Vital Brazil.

O soro antiapílico se refere a "apis" - que vem do latim e significa abelha - e por enquanto não está à venda. É de uso exclusivo em pesquisa apenas em dois lugares do país:

A UPECLIN - Unidade de Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina de Botucatu; e o Hospital Nossa Senhora da Conceição da UNISUL, Universidade do Sul, em Tubarão, Santa Catarina.

Como

O soro antiapílico é colocado na bolsa de soro fisiológico e, gota a gota, vai sendo infundido lentamente. A quantidade depende do número de picadas.

Quem fornece o veneno para a produção do soro antiapílico é o próprio Setor de Apicultura da Unesp de Botucatu, coordenador pelo professor Ricardo Orsi.

Não é uma colheita abundante. A extração em dez mil abelhas proporciona apenas um grama de veneno em pó. A técnica de colheita é antiga. Baseada em choque elétrico.

Usa-se uma placa de acrílico com arame ligado a uma bateria. A abelha não morre.

"A gente se preocupa com o bem-estar animal, então a gente se preocupa em fazer uma colheita de forma adequada para que a gente não leve um prejuízo para o desenvolvimento do enxame como um todo", explica Orsi.

O que muita gente não sabe é que quando a abelha pica um animal ou uma pessoa, a ela perde o ferrão, que crava na pele.

Ao levantar voo, fica retida a pontinha do corpo onde está inclusive a bolsa de veneno, que fica pulsando, liberando pequenas gotas tóxicas.

No coletor, não acontece isso, não tem superfície para cravar o ferrão. Ao sentir um pequeno choque, a abelha identifica o objeto como um inimigo a ser eliminado. Ferroa, mas só libera o veneno.

O veneno já solidificado é, então, raspado e recolhido a um pequeno tubo. Depois vai para purificação e processamento nos laboratórios do Cevap (Centro de Estudos de Animais Peçonhentos da Unesp).


Cientistas descobrem 'ciclo tóxico' que causa mortes de neurônios em doenças degenerativas

fonte: G1
11/12/2017

Pesquisa publicada nesta sexta-feira (8) na "Nature Communications" descreve que uma mutação ligada a tipos doenças degenerativas está envolvida em um ciclo tóxico: ela faz com que células produzam proteínas tóxicas que causa a morte de neurônios.

A mutação em pesquisa está associada a um tipo de demência e à ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). No caso do estudo, a condição é a "demência frontotemporal". Ao contrário das demências mais comuns, como o Alzheimer, essa está mais ligada a alterações do comportamento que ao declínio da memória.

Já a esclerose lateral amiotrófica, que ficou conhecida no "desafio do balde de gelo", é a perda progressiva de movimentos pelo enfraquecimento dos músculos.

Essas duas doenças têm em comum uma mutação no gene C9orf72. Essa mutação tem um elemento repetido que produz substâncias tóxicas num mecanismo chamado de "estresse celular", é como se a célula ficasse, de fato, sobrecarregada (como no uso mais corrente da palavra "estresse").

Um outro ponto descrito pela pesquisa é que substâncias tóxicas não são produzidas somente pelas mutações -- mas pelo entorno da célula que "ativa" os genes mutados.

Eles acreditam que infecções virais diversas e deficiências nutricionais podem deflagrar o processo, o que explicaria o porquê de muitas dessas doenças só aparecerem em fases mais tardias da vida.


Dieta de 800 calorias pode reverter o diabetes

fonte: Veja
07/12/2017

Uma dieta radical mostrou ser eficaz no tratamento do diabetes tipo 2, mesmo entre pacientes com mais de seis anos de diagnóstico, conforme mostrou um novo estudo publicado no prestigiado periódico científico The Lancet.

Pesquisadores da Universidade de Glasgow e Universidade de Newcastle, ambas no Reino Unido, mostraram que o diabetes tipo 2 pode ser revertido com a perda de peso, fazendo com que o paciente não precise mais tomar medicamentos, além de ficar livre dos sintomas e complicações. No estudo, apresentado na última edição do Congresso da Federação Internacional de Diabetes, nove em cada 10 pessoas perderam 15 kg e tiveram remissão completa da doença.

De acordo com os resultados da pesquisa, depois de um ano seguindo uma dieta líquida de baixa caloria, os participantes perderam, em média, 10 kg e cerca de 50% entraram em estado não-diabético.

"Essa descoberta pode revolucionar a forma como o diabetes é tratado. Nossa abordagem tem como base a causa subjacente da condição (sobrepeso), para que possamos direcionar o tratamento de forma efetiva", disse Roy Taylor, líder da pesquisa, ao jornal on-line britânico The Guardian.

"Perder peso substancialmente resulta em menos gordura no fígado e no pâncreas, permitindo que esses órgãos retornem às suas funções. A perda de peso, então, não está apenas relacionada à redução dos sintomas, mas também às chances de cura."

A dieta

No estudo, 298 adultos, entre 20 e 65 anos, que tinham sido diagnosticados com o diabetes tipo 2 nos seis anos anteriores, foram divididos em dois grupos: um que seguiu a dieta, durante cinco meses, e outro que recebeu o tratamento convencional. Apenas 4% dos voluntários do grupo controle (tramamento convencional) atingiram a remissão completa.

A dieta consistia em quatro refeições diárias, compostas por preparados de vitaminas e sopas limitadas a 853 calorias por dia. Durante um período de três a cinco meses, os participantes seguiram essa dieta, que foi, aos poucos (durante cerca de duas a oito semanas), inserindo alimentos sólidos.

Segundo os pesquisadores, os voluntários receberam apoio e foram encorajados a praticar exercícios e fazer terapia cognitivo-comportamental durante o processo.

Outros tratamentos

Conforme as diretrizes internacionais, o diabetes deve ser controlado com a redução dos níveis de açúcar no sangue através da dieta e de medicamentos. A dieta e o estilo de vida saudável são abordagens que entram como uma associação ao tratamento.

"Em contraste com outras abordagens, nos concentramos na necessidade de manutenção a longo prazo da perda de peso, através da dieta e do exercício, e incentivamos a flexibilidade para otimizar os resultados individuais", disse ao The Guardian Michael Lean, coautor da pesquisa.

"Uma grande diferença em relação a outros estudos é que aconselhamos um período de perda de peso na dieta sem o aumento na atividade física, mas em um acompanhamento a longo prazo o exercício diário é importante. A cirurgia bariátrica também pode levar à remissão de diabetes, mas é mais dispendiosa e arriscada, e só está disponível para um pequeno número de pacientes", concluiu Taylor.

Diabetes

Diabetes tipo 2 geralmente é tratada com medicação e a adoção de um estilo de vida mais saudável. No mundo, o número de casos de diabetes tem aumentado nos últimos anos - o número de novos diagnósticos quadruplicou em 35 anos, passando de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014 -, o que pode estar relacionado ao aumento da obesidade.

O excesso de gordura abdominal é um dos principais fatores associados à redução da funcionalidade do fígado e do pâncreas. Se não tratada, a doença pode levar a complicações graves, como cegueira, amputação dos pés, doenças cardíacas e renais.


Escovar os dentes pode reduzir em 20% risco de câncer de esôfago

fonte: Veja
06/12/2017

Um novo estudo, publicado no periódico científico Cancer Research, mostrou que o hábito de escovar os dentes todos os dias pode reduzir em mais de 20% o risco de desenvolver câncer de esôfago.

De acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, em níveis elevados, as bactérias são capazes de aumentar o risco da doença em até 21%. No entanto, ainda não se sabe como o acúmulo de placas bacterianas - ou até mesmo a gengivite e a periodontite, doenças que elas causam -, estão relacionadas ao desenvolvimento dos tumores.

O estudo

Os cientistas coletaram amostras da microbiota bucal de cerca de 122.000 pessoas durante 10 anos. Depois desse período, 106 participantes desenvolveram câncer de esôfago. Nesses indivíduos, foram encontradas bactérias em quantidades superiores.

Segundo os autores do estudo, esse tipo de câncer é oitavo mais comum e o sexto maior causador de mortes por câncer no mundo. Devido ao fato de os casos da doença serem descobertos já em estágio avançado, as chances de cura são raras, com uma taxa de sobrevivência entre 15% e 25%.

Higiene bucal

"Nosso estudo indica que o entendimento da microbiota bucal pode levar a estratégias de prevenção do câncer de esôfago ou, pelo menos, a descoberta da doença em estágios iniciais", disse Jiyoung Ahn, principal autora do estudo.

Pesquisas anteriores já mostraram que algumas infecções bucais podem estar associadas ao câncer de boca, cabeça e pescoço. Segundo Jiyoung, higiene bucal diária e visitas regulares ao dentista devem ser encaradas como de extrema importância não só para a manutenção da saúde bucal, mas também como forma de prevenção a outras complicações, como o próprio câncer.


Canela ativa processo de queima de gordura armazenada no corpo

fonte: Diário da Saúde
05/12/2017

A deliciosa e aromática canela, uma das especiarias mais usadas em todo o mundo, logo poderá estar listada entre os instrumentos disponíveis para quem luta contra a obesidade.

Os cientistas já haviam observado que o cinamaldeído, o óleo essencial que dá sabor à canela, protege animais de laboratório contra a obesidade e a hiperglicemia. Mas os mecanismos subjacentes a esse efeito não foram bem compreendidos.

"Os cientistas constataram que este composto afetou o metabolismo. Então, queríamos descobrir como - que rota poderia estar envolvida, qual seu aspecto nos camundongos e qual seu aspecto nas células humanas," explicou a professora Jun Wu, da Universidade de Michigan (EUA).

Os experimentos mostraram que o cinamaldeído melhora a saúde metabólica atuando diretamente nas células adiposas, ou adipócitos, induzindo-os a começar a queimar energia por meio de um processo chamado termogênese.

Os testes foram feitos em adipócitos humanos de voluntários que representam uma série de idades, etnias e índices de massa corporal. Quando as células foram tratadas com cinamaldeído, verificou-se uma expressão aumentada de vários genes e enzimas que aumentam o metabolismo lipídico. Também se observou um aumento em duas importantes proteínas reguladoras metabólicas envolvidas na termogênese, a Ucp1 e a Fgf21.

Canela e termogênese

Os adipócitos normalmente armazenam energia na forma de lipídios - gorduras. Esse armazenamento a longo prazo foi benéfico para nossos antepassados distantes, que tinham muito menos acesso a alimentos ricos em gordura e, desta forma, uma necessidade muito maior de armazenar gordura. Essa gordura poderia então ser usada pelo corpo em tempos de escassez ou durante o frio, que induz os adipócitos a converter energia armazenada em calor.

"Foi só recentemente que o excedente de energia se tornou um problema," interpretou Wu. "Ao longo da evolução, o oposto - a deficiência de energia - vinha sendo o problema. Portanto, qualquer processo que consome energia geralmente desliga no momento em que o corpo não precisa dele".

Com a crescente epidemia de obesidade, os pesquisadores estão procurando maneiras de dizer às células de gordura para que ativem a termogênese, religando novamente esses processos de queima de gordura.

A professora Wu acredita que o cinamaldeído pode oferecer um desses métodos de ativação. E como ele já é amplamente utilizado na indústria de alimentos, pode ser mais fácil convencer os pacientes a manter um tratamento à base de canela do que um regime de drogas tradicionais.

Antes disso, porém, serão necessários estudos adicionais para determinar a melhor maneira de aproveitar os benefícios metabólicos do cinamaldeído sem causar efeitos colaterais adversos.


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