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Cientistas desvendam por que leite materno tem moléculas de açúcar que bebês não digerem

fonte: BBC
17/10/2017

O ser humano nasce com 3,5 kg e 45 cm de comprimento, em média. A partir daí, nas primeiras semanas de vida, é quando crescemos mais rápido: quase um centímetro por semana. E o único alimento que ingerimos para sustentar esse impressionante ritmo é o leite materno, que contém tudo que é necessário para o desenvolvimento de um bebê.

Para produzi-lo, o corpo da mãe precisa usar componentes de si próprio. Por exemplo, derreter a gordura que armazena, primeiramente dos quadris e das nádegas. Por isso, pode parecer estranho que um dos principais ingredientes do leite materno não possa ser digerido por humanos.

"É repleto de água, proteínas, gordura, açúcar... Mas o surpreendente é que tenha uma enorme quantidade de oligossacarídeos complexos, que são totalmente indigestos para bebês."

Os cientistas descobriram há mais de meio século que essas moléculas complexas de açúcar não são absorvidas pelo intestino e não têm nenhum benefício nutritivo, mas não sabiam explicar sua presença no leite materno. German e sua equipe se dedicaram a resolver esse enigma e a descobrir por que as mães produzem grandes quantidades dessas moléculas.

Proteção

Amostras de oligossacaerídeos foram entregues ao renomado microbiólogo David Mills. "Ele testou bactérias até encontrar uma que crescia com essas moléculas", explica German.

A bifidobacterium infantis é a única que pode se alimentar dos oligossacarídeos do leite humano. Assim, deduziu-se que as moléculas indigestas estavam presentes nele para que essas bactérias pudessem crescer e florescer.

Um bebê vive em um ambiente estéril e protegido até o nascimento, quando começa a adquirir bactérias do seu entorno. O intestino delgado é particularmente suscetível a bactérias infecciosas patogênicas.

Assim, como essa bactéria floresce nos oligossacarídeos, o intestino delgado se enche de bifidobacterium infantis, cobre o intestino do bebê e impede que qualquer patógeno cresça. Ou seja, as mães literalmente recrutam outra forma de vida para cuidar de seus bebês após o parto.

Prevenção

Na unidade neonatal de Sacramento, na Califórnia, os médicos estão testando um novo tratamento para ajudar bebês prematuros.

Um dos maiores desafios enfrentados por esses recém-nascidos é conseguir que as bactérias adequadas colonizem seus intestinos. Sem isso, correm o risco de desenvolver uma grave infecção intestinal, a enterocolite necrosante. Caso o tecido intestinal esteja infectado, podem surgir orifícios na parede do órgão, o que chega a ser fatal.

Por isso, os médicos começaram a alimentá-los com uma mistura de leite materno e bifidobacterium infantis. E mediram depois um aumento de bactérias nas amostras de fezes dos bebês. As evidências acumuladas até agora mostram que a bactéria pode prevenir a enterocolite necrosante.

O trabalho de German e sua equipe estão ampliando nossa compreensão de como bactérias podem ser benéficas e ajudar nosso organismo.

Há uma comunidade diversa de micróbios que vivem em cada um de nós: é o nosso microbioma. À medida que crescemos, ele cresce com a gente: a comida que ingerimos, os lugares que visitamos, as pessoas com quem interagimos, cada nova experiência modifica esse bioma. É algo tão individual quanto nossas digitais.

Temos milhares de espécies de bactérias vivendo em nossa pele, por exemplo. Em cada centímetro quadrado, pode haver mais de 1 milhão de bactérias ou mais. Um estudo identificou mais de 1 mil espécies que até então eram desconhecidas simplesmente a partir de amostras do umbigo.

Esses bilhões de bactérias com que convivemos não são parasitas. Há pesquisas que mostram que um desequilíbrio nas bactérias intestinais pode ter um enorme impacto no funcionamento dos nossos corpos.

A obesidade, a pressão arterial e doenças cardíacas já foram vinculadas a microbiomas deficientes. É possível ainda que afetem nosso estado de ânimo, causando depressão.

Por isso, é essencial que tenham um bioma de bactérias saudável -- desde o berço.


Número de crianças obesas se multiplica por dez em quatro décadas

fonte: El País
11/10/2017

O mundo enfrenta uma crise global de má nutrição causada tanto pela falta de comida como pelo consumo de alimentos processados pouco saudáveis. Os dois problemas estão relacionados com a pobreza e a desigualdade social e ameaçam cada vez mais os países em desenvolvimento, alerta um estudo publicado nesta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em colaboração com instituições acadêmicas do Reino Unido.

No mundo já há 124 milhões de crianças e jovens —entre cinco e 19 anos— que sofrem de obesidade, um número dez vezes maior do que o registrado há quatro décadas. Enquanto o problema segue crescendo entre os mais jovens, o avanço da desnutrição está diminuindo a nível global. Se estas tendências continuarem nos próximos anos, em 2022 haverá no mundo mais crianças e jovens obesos do que desnutridos, acrescenta o trabalho, que também ressalta que há outros 213 milhões de garotos e garotas com sobrepeso. À este problema é preciso somar o dos 192 milhões de crianças e jovens com desnutrição moderada e aguda, um problema que afeta especialmente países asiáticos, como a Índia.

"A obesidade também é uma consequência da má nutrição", explica Chiara di Cesare, especialista em saúde pública da Universidade de Middlesex e coautora do estudo, publicado nesta quarta na revista médica The Lancet, e cujos dados por países podem ser observados aqui. O estudo analisou mais de 2.000 estudos sobre o índice de massa corporal de adultos, crianças e adolescentes que inclui dados de 128 milhões de pessoas para estimar as taxas de sobrepeso, obesidade e desnutrição em 200 países.

A região com mais crianças obesas é a Polinésia, onde mais de 30% das crianças e jovens estão obesos. Em seguida estão outras regiões de países em desenvolvimento com taxas próximas a 20% na Ásia e no Norte da África, como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Egito. América Latina também é uma das regiões onde mais cresceu a obesidade entre as crianças, explica Di Cesare. A nível global, 5,6% das garotas e 7,8% dos garotos estão obesos. Em 1975, o primeiro ano analisado, as cifras eram de 0,7% e de 0,9%, respetivamente. Quando analisados os dados apenas do Brasil, os números são ainda mais altos: entre os meninos, a prevalência é de 12,7% e, entre as meninas, de 9,4% —em 1975, era de 0,9% para ambos e, em 2000, quando houve um estirão de crescimento, de 5,7% entre eles e de 5% entre elas.

"Ainda não está clara qual é a explicação para que se tenha tanta obesidade nestes países, embora uma das razões possa ser as mudanças bruscas no mercado de alimentação e a chegada das comidas processadas com baixo valor nutritivo", ressalta a especialista. Enquanto a obesidade entre jovens avança nos países em desenvolvimento, o crescimento está estancando na Europa e nos EUA, mas só após décadas de avanço e com uma prevalência que continua sendo muito alta, alertam os autores do trabalho.

Se o impacto da desnutrição é visível e de curto prazo —certa de três milhões de crianças morrem por estas causas a cada ano—, o da obesidade é crônico, pois fomenta doenças como a diabetes, os problemas cardiovasculares ou o câncer, que aparecem após décadas. Com esta tendência, se não se tomarem medidas "sérias" contra a obesidade, "se colocará em risco desnecessário a saúde de milhões de pessoas, o que elevará os custos humanos e econômicos", alertou Leanne Riley, especialista da OMS e coautora do estudo.

Majid Ezzati, pesquisador do Imperial College e um dos coordenadores do trabalho, ressalta que "a maioria de países ricos resistiram a estabelecer impostos e regulação para mudar os hábitos alimentares das crianças e, assim, evitar a obesidade infantil". "Mais importante é que existem muito poucas políticas e programas dedicados a facilitar o acesso a comidas saudáveis como os grãos integrais, frutas e vegetais para famílias pobres. A impossibilidade de comprar comida saudável pode levar à desigualdade social e à obesidade", acrescenta.

A transição entre a desnutrição e o sobrepeso e a obesidade pode acontecer de forma rápida em países em desenvolvimento que passam de ter falta de comida a um acesso facilitado a alimentos e bebidas processadas com alto teor de gorduras, sal e açúcares e poucos nutrientes essenciais, alertam os autores. Ao mesmo tempo, "os países desenvolvidos mostram um estancamento do avanço da obesidade, mas é possível que o que esteja acontecendo é uma redução só entre os mais ricos e um avanço entre os setores mais desfavorecidos", adverte Di Cesare.


Cientistas modificam ovos de galinha para cura do câncer

fonte: Daily Mail
10/10/2017

Cientistas japoneses estão usando engenharia genética em galinhas para elas botarem ovos com substâncias que salvam vidas.

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Industrial Avançada (AIST) na região de Kansai, no Japão, já deram início ao processo.

Os ovos de galinhas geneticamente modificadas estão sendo usados na busca da cura do câncer. Espera-se que o método estranho reduzirá dramaticamente o custo dos tratamentos atuais.

Durante décadas, os pesquisadores utilizam os interferons, que vêm como alfas, betas ou gammas, como um possível tratamento para muitas formas de câncer.

A substância poderosa, conhecida como citocina, é produzida naturalmente pelo sistema imunológico do organismo no combate uma infecção, ou doença.

Os benefícios

Vários estudos mostraram que o tratamento biológico é bem sucedido no tratamento de câncer de rim, algumas formas de leucemia e melanomas mortais.

O interferon alfa é administrado como uma injeção três vezes por semana e impede que as células cancerosas se multipliquem.

Também impulsionam as células T assassinas para atacar tumores.

Como

Os cientistas introduziram genes que produzem interferon beta em células, que são precursoras de esperma de frango, informou a edição inglesa do Yomiuri Shimbun.

Depois usaram essas células para fertilizar os ovos e criaram galinhas que herdaram esses genes, o que significa que as aves puderam colocar ovos contendo o agente que combate a doença.

Os cientistas agora têm três galinhas cujos ovos contêm a droga, que atualmente custa 888 dólares, cerca de 3 mil reais por alguns microgramas.

As aves estão botando ovos quase que diariamente.

Os preços dos "interferons beta", ou citocina, são atualmente altos, mas, podem cair pela metade se o novo método funcionar, afirmam os pesquisadores japoneses.

As drogas já são usadas para estimular o sistema imunológico do corpo para combater alguns tipos de câncer e no tratamento de esclerose múltipla e hepatite.

Mas consumidores vão ter que aguardar um pouco, já que o Japão tem regulamentos rigorosos sobre a introdução de novos produtos farmacêuticos, com processos de triagem que levam anos para completar.


Mulheres obesas sofrem mais na menopausa, aponta estudo da Unicamp

fonte: G1
09/10/2017

Um estudo feito pela Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, em Campinas (SP), constatou que as mulheres obesas sofrem calores mais severos durante a menopausa. A explicação está no impacto que o tecido adiposo tem sobre elas. Ele, que já foi considerado aliado durante a transição para o período não reprodutivo da mulher, é, sim, o vilão do processo.

A análise traz os resultados da dissertação de mestrado do ginecologista Sylvio Saccomani Júnior e foi realizada com 749 moradoras de 19 cidades na Região Metropolitana de Campinas. A constatação foi reconhecida e publicada na revista norte-americana Menopause, uma das principais sobre o tema, e também foi destaque na agência internacional de notícias Reuters.

Um estudo feito nos Estados Unidos e divulgado recentemente na TV Globo aponta que mais de 10% da população mundial está obesa, e que a obesidade é mais frequente entre as mulheres.

Do total de entrevistadas no estudo da Unicamp, 206 mulheres eram obesas e 255 tinham sobrepeso.

Estrogênio

O hormônio responsável por evitar as ondas de calor é o estrogênio, que deixa de ser produzido pelos ovários com a chegada da menopausa. Como o tecido de gordura é produtor de estrogênio, chegou a ser visto como uma possibilidade de reposição tempos atrás, mas ele acaba se destacando mesmo como um isolante térmico prejudicial.

O efeito pode ser devastador na qualidade de vida das mulheres que sofrem esses fortes calores, por exemplo chegar a parar de trabalhar e ter reflexos na vida sexual.

"Afeta mais as atividades durante o trabalho, muitas vezes param de trabalhar. Têm mais problemas na parte sexual, têm que interromper a atividade sexual, lazer. Não é só a onda de calor em si", diz Lucia.

Segundo ela, 70% das mulheres que chegam na menopausa têm ondas de calor.

Mapeamento e população

O estudo foi realizado a partir de um mapeamento de áreas e dados populacionais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Participaram as mulheres na faixa entre 45 e 60 anos de idade de 19 cidades. Lucia e o pesquisador e ginecologista Sylvio Saccomani Jr. usaram um questionário recomendado pelas sociedades internacionais de menopausa.

Para ter representatividade, foram escolhidas duas mulheres por quarteirão, dentro da faixa etária pesquisada, e separadas por índice de massa corpórea.

Outros sintomas

Além dos calores, a pesquisadora destaca outros sintomas relatados pelas mulheres, como secura vaginal, incontinência urinária e problemas nas articulações. O sono também acaba sendo prejudicado. As reclamações sobre esses sintomas foram aumentando nas mulheres acima do peso.

A frequência dos calores pode variar, desde ondas mais fracas, diárias ou até repetidas vezes ao dia.

Tratamento

A especialista chama a atenção para a importância dos serviços de saúde pública no tratamento dos sintomas e, principalmente, da questão da obesidade, que também aumenta o risco de problemas cardiovasculares, por exemplo. A perda de peso é crucial e há casos em que a mulher pode fazer reposição hormonal.


Vitamina D reduz ataques de asma, diz pesquisa

fonte: Superintetessante
06/10/2017

Consumir suplementos de vitamina D faz com que pessoas com asma reduzam as idas ao hospital por insuficiência respiratória.

A descoberta é de um grupo de pesquisadores da Queen Mary University, na Inglaterra.

Eles fizeram sete experimentos para ver como a saúde de 955 pessoas - principalmente adultos com asma leve a moderada - respondia à ingestão de suplementos de vitamina D.

O uso de suplementos diminuiu em 50% o número de pessoas que precisaram ir para o pronto-socorro, ou serem hospitalizadas, por causa de um ataque asmático.

Também houve uma queda de 30% na quantidade de asmáticos que precisaram ser tratados com esteroides, principal forma de tratamento da doença.

Os melhores resultados da suplementação foram vistos nos participantes que apresentavam baixos níveis da vitamina D - nesse grupo, a redução nas crises e na necessidade de tratá-las com injeções ou esteroides foi de 55%.

Motivo

Segundo os pesquisadores a vitamina D consegue aumentar as respostas imunológicas do nosso corpo aos possíveis vírus respiratórios, diminuindo assim a inflamação das vias aéreas que desencadeia as crises asmáticas.

Na divulgação do estudo, eles defenderam a suplementação como uma forma benéfica e segura de evitar crises de asma que podem levar à morte.

Entre as vantagens da vitamina D, também destacaram o baixo custo e a facilidade de acesso da substância.

O resultado desse estudo reúne evidências de vários outras pesquisas ao redor do mundo e foi publicado no The Lancet Respiratory Medicine.

"Nossos resultados são baseados em informações sobre a saúde de adultos com asma leve a moderada: crianças e adultos com asma grave foram sub-representados no conjunto de dados, portanto, nossas descobertas não podem ser generalizados para esses grupos de pacientes".

"Outras experiências clínicas estão em andamento em outros lugares, e esperamos incluir dados deles em um futuro estudo para averiguar se os resultados que encontramos agora também se confirmam em um grupo maior e mais diverso de pacientes", disse um dos autores da pesquisa, David Jolliffe.

Onde encontrar

As principais fontes alimentares de vitamina D são os carnes, peixes e frutos do mar - como salmão, sardinha e mariscos - e alimentos como ovo, leite, fígado, queijos e cogumelos.

Além dos alimentos, a principal fonte desta vitamina é a sua produção na pele a partir da exposição dos raios do sol. Assim, é importante tomar banho de sol diariamente, durante cerca de 15 minutos.

A Vitamina D favorece a absorção do cálcio no intestino, sendo importante para fortalecer os ossos e os dentes, além de evitar diversas doenças como raquitismo, osteoporose, câncer, problemas cardíacos, diabetes e hipertensão.


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