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Revista Hebron
Bom dia doutor
Eventos
 


25/06/2007 a 29/06/2007



1. Butantan inaugura centro de toxinologia.

Pesquisadores abriram na quarta-feira (27) uma nova temporada de caça a moléculas da biodiversidade brasileira com a inauguração das novas instalações do Centro de Toxinologia Aplicada (CAT) do Instituto Butantan. O projeto, de US$ 7 milhões, nasceu de uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e quatro laboratórios da indústria farmacêutica nacional. Em operação desde 2000, o CAT busca cumprir uma das maiores promessas da ciência brasileira, que é a identificação de moléculas naturais de interesse farmacológico a partir das toxinas de espécies da fauna e flora nacionais. O portfólio desenvolvido nos últimos sete anos já inclui 11 patentes depositadas e licenciadas para empresas farmacêuticas, que então tentam transformar esse conhecimento científico em medicamentos de fato. Os laboratórios, que antes estavam espalhados pelo Butantan, foram reunidos sob um único teto, completamente reformados e embutidos com novos equipamentos - uma diferença logística e tecnológica que, segundo os cientistas, deverá permitir um salto significativo nas pesquisas. “O que havia antes era uma república de laboratórios”, disse o coordenador do CAT, Antonio Carlos Martins de Camargo. “Agora podemos dizer que temos um centro de verdade.” A lista de moléculas já identificadas pelo centro inclui proteínas isoladas do veneno de serpentes, taturanas, e até da saliva de uma espécie de carrapato, com propriedades anticoagulantes. Entre as descobertas mais recentes está uma proteína com efeito antiinflamatório isolada da toxina do peixe niquim, típico de águas salobras do Norte e Nordeste. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Fonte: Agência Estado 28.06.2007.


2. Pacientes de Marília aderem à pesquisa.

A APVPESP (Associação dos Portadores de Vitiligo e Psoríase do Estado de São Paulo), que tem sede em Marília, conseguiu incluir 30 pacientes com psoríase cadastrados na entidade em uma pesquisa de um novo medicamento. Com isso, os voluntários têm acesso ao tratamento gratuitamente. A LAL Clínica de Valinhos – SP já aplica o novo creme em pacientes do próprio município e de Campinas e estabeleceu a parceria com a APVPESP, em Marília. Os componentes do medicamento já são utilizados pela indústria farmacêutica e encontrados no mercado. Porém, a novidade é a associação do corticóide com o esfoliante. “Pretendemos provar a melhor atividade do corticóide e do esfoliante sobre a pele com psoríase, quando associados”, informou o médico clínico geral Alexandre Frederico, da LAL. Ele esteve em Marília na última sexta-feira para avaliar a primeira semana de tratamento nos 30 pacientes. A pesquisa é relativamente simples por se tratar de medicação de uso tópico. Parte dos voluntários está utilizando apenas o corticóide e o outro grupo, a associação. A idéia é comparar a evolução do tratamento. Como a pesquisa não inclui placebos, segundo o médico, a vantagem para os pacientes é o acesso ao medicamento e o acompanhamento médico sem custos. O creme deve ser passado sobre as lesões durante seis semanas durante a fase inicial. Se o tratamento atingir a melhora esperada, os testes vão prosseguir e a parceria com Marília permanece. “Vale destacar que esse medicamento visa o tratamento dos sintomas e não a cura da doença, que ainda não foi encontrada”, ressaltou o médico. A psoríase é uma doença vinculada em grande porcentagem às questões emocionais do indivíduo e muitos medicamentos disponíveis para melhora do quadro trazem efeitos colaterais severos, daí a importância de novas pesquisas.
Fonte: Jornal da Manhã - SP 24.06.2007.



3. Software ajuda a detectar câncer de mama.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos desenvolveram um sistema que permite obter em tempo real um diagnóstico mais preciso dos primeiros sinais do câncer de mama e evitar a realização de biópsias, desnecessárias em 80% dos casos. O sistema CAD.Net, protótipo do primeiro software nacional, pode ser acessado gratuitamente pela internet para processamento de imagens mamográficas. Ele detecta e classifica as estruturas possivelmente ligadas a tumores malignos ou benignos. A classificação ainda não é possível em nenhum equipamento comercializado no mundo. Já a detecção pode ser feita por mamografias ou por meio de programas importados, que custam em torno de US$ 150 mil e são poucos no país. “Com o CAD.Net é possível identificar sinais da doença que nem sempre são percebidos pela avaliação médica manual ou pela mamografia”, explica a engenheira elétrica Michele Fulvia Ângelo, autora da tese de doutorado que originou o protótipo na Escola de Engenharia Elétrica de São Carlos (EESC).
Fonte: Agência Estado 27.06.2007.


4. Estudo brasileiro é premiado na Alemanha.

Um estudo sobre o uso de estimulação magnética transcraniana (EMT) para o mapeamento de focos de dor na região do córtex sensitivo, feito por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), foi considerado o melhor trabalho apresentado no 2º Congresso Internacional de Dor Neuropática, realizado de 7 a 10 de junho, na Alemanha. O trabalho, que concorreu com outros 450 – os melhores foram publicados nos anais do encontro –, girou em torno de vítimas de dor causada por lesão no plexo braquial, região que, localizada no pescoço, conta com um conjunto de conexões elétricas que ligam o membro superior à medula espinhal. A maior parte dos pacientes com lesão na região do plexo braquial é vítima de acidentes de motocicleta. O indivíduo perde o movimento do braço afetado, apesar de o cérebro continuar mandando impulsos de comando, que em alguns casos geram dor. De acordo com os coordenadores do trabalho, o neurocirurgião e professor titular do Departamento de Neurologia do IPq, Manoel Jacobsen Teixeira, e o chefe do Grupo de Estimulação Cerebral da FMUSP, o psiquiatra Marco Antonio Marcolin, dos tratamentos existentes para a lesão, a instalação de eletrodos nessa região do cérebro, conhecida como córtex sensitivo, é um dos mais comuns.
Fonte: Mente e Cérebro 27.06.2007


5. Câncer no útero tem vacina eficaz.

Cientistas finlandeses comprovaram que a vacina que previne o câncer de colo de útero, provocada pelo Papilomavírus humano (HPV), tem uma eficácia para prevenir esta doença e as lesões pré-cancerosas de 90,4%, publicou, ontem, a revista britânica The Lancet. Embora existam mais de 15 tipos de câncer de colo do útero, a vacina testada pelos pesquisadores atua contra os tipos 16 e 18, que representam mais de 70% dos casos de HPV no mundo todo.
Fonte: Jornal de Brasília - DF 28.06.2007.



6. Tipo sangüíneo influencia na mortalidade por câncer de pulmão.

Pessoas com sangue tipo O são afetados por mais fatores que determinam a mortalidade por câncer de pulmão. De acordo com os pesquisadores, o tipo sangüíneo influencia na resposta inflamatória que se relaciona com o desenvolvimento da doença. Na pesquisa, foram avaliados mais de 3 mil homens, acompanhados por 16 anos. E foi observado que, em homens com sangue tipo O, o alto consumo de sal, gordura e bebidas alcoólicas, o tabagismo, a exposição de longo prazo à poeira no trabalho e a idade eram fatores de risco para a mortalidade pelo câncer de pulmão. Nos outros tipos sangüíneos, menos fatores ofereciam risco – apenas o tabaco e a idade para o tipo A, e só a idade e a exposição à poeira, para os tipos B e AB.
Fonte: Uol Notícias 28.06.2007.



7. Sangue de cordão umbilical pode ajudar a combater diabetes.

Sangue de cordão umbilical pode ajudar a combater diabetes. Cientistas norte-americanos descobriram que o sangue do cordão umbilical pode ajudar a combater diabetes tipo 1. Os resultados da pesquisa, realizada na Universidade da Flórida, sugerem que esse sangue pode preservar a produção de insulina em crianças diagnosticadas com a doença. Os autores do estudo esperam que essas células possam diminuir o ataque do sistema imunológico ao pâncreas ou introduzir células-tronco que se diferenciem em células produtoras de insulina. Apesar do trabalho consistir em um pequeno estudo que ainda não cura o diabetes, os especialistas estão otimistas com as mudanças metabólicas e imunológicas que sugerem benefício na técnica.
Fonte: Uol Notícias 27.06.2007.


8. Grupo acha substância que combate autismo.

ientistas americanos conseguiram reverter os sintomas de atraso mental e de autismo em cobaias, inibindo uma enzima que afeta as conexões entre as células cerebrais, deixando entrever um possível tratamento para essas doenças. Em uma série de experiências, os pesquisadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) demonstraram que os danos cerebrais da síndrome X-Frágil poderiam ser revertidos inibindo-se uma enzima-chave do cérebro chamada PAK, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (27). Nos seres humanos, a síndrome do X-frágil (FXS) é a principal causa de retardo mental e a razão genética mais comum do autismo, o complexo e devastador transtorno que vem sendo diagnosticado em um número crescente de crianças. O estudo aponta para a possibilidade de que o dano cerebral em crianças com estas condições possa ser revertido. Além disso, a pesquisa identifica um objetivo para futuros tratamentos. "Isto abre um novo caminho para a investigação médica com vistas a obter tratamentos", disse Susumu Tonegawa, neurocientista do MIT em Cambridge e principal autor do estudo. Para realizar a pesquisa, os cientistas começaram a modificar geneticamente um grupo de ratos afetados pela Síndrome do X-Frágil. Os ratos selecionados possuíam os mesmos sintomas que as crianças afetadas: hiperatividade, dificuldade de atenção, comportamentos repetitivos e problemas para estabelecer relações sociais. Os cientistas cruzaram este grupo de ratos com outro, composto por roedores modificados geneticamente, com o objetivo de inibir a enzima PAK, vital na criação de conexões entre os neurônios. Os estudiosos realizaram este procedimento partindo da hipótese de que estas duas anomalias se anulariam. Foi exatamente o que aconteceu. Os estudos sobre os ratos nascidos deste cruzamento mostraram que a inibição da enzima PAK permitiu restaurar a comunicação entre seus neurônios, corrigindo os problemas de comportamento.
Fonte: Agência AFP 27.06.2007.

9. Grávidas com câncer já podem tratar a doença sem precisar interromper a gestação.

As sessões de quimioterapia feitas ainda no pré-natal não prejudicam o bebê, que nasce saudável. O aumento do número de casos levou o Hospital das Clínicas a montar um ambulatório específico para tumores durante a gravidez. Só no ano passado, seis mulheres foram atendidas com sucesso e, neste ano, há sete gestantes até agora. De acordo com o obstetra Waldemir Resende, da Clínica de Ginecologia do HC, até 2003, a maior parte das doenças ginecológicas diagnosticadas durante a gravidez era benigna, como miomas ou má-formação do útero. A partir daquele ano, aumentou o número de grávidas com tumores malignos, e houve uma mudança na conduta médica: o tratamento quimioterápico do câncer da mãe poderia ser feito sem a necessidade da interrupção da gestação, até então indicada para evitar o risco de morte materno. A gravidez e o bebê estavam preservados. De acordo com Resende, além da dose e do tipo de droga, a quimioterapia em gestantes tem de obedecer a regras próprias quanto ao início e ao fim do tratamento. A primeira sessão só pode ser feita a partir da 15ª semana, período de formação dos órgãos do feto. “Com os órgãos já prontos, há menos chance de o bebê ter algum efeito colateral”, diz Resende. Em casos de câncer de mama, o risco de má formação fetal em mulheres que começam a quimioterapia findo o primeiro trimestre de gestação é de 14%, em média, contra 30% no início da gravidez. Dentro da barriga da mãe, o bebê é protegido tanto pela placenta quanto por órgãos maternos, como fígado e rins, que ajudam a depurar a droga. Mesmo assim, a última sessão de quimio tem de acontecer entre quatro e seis semanas antes do parto para que o organismo fetal seja desintoxicado de qualquer resíduo quimioterápico. Chefe do departamento de ginecologia do Hospital do Câncer, o ginecologista e obstetra Wagner Gonçalves conta que um dos primeiros relatos na literatura mundial de tratamento quimioterápico na vigência da gravidez aconteceu há quase dez anos no Brasil. Um médico de Ribeirão Preto provou ser possível utilizar certas drogas pré-natal, afirma.
Fonte: Jornal da Cidade - Bauru 24.06.2007.

10. Grupo melhora terapia para câncer de fígado..

Grupo melhora terapia para câncer de fígado. Uma equipe de pesquisadores espanhóis identificou uma forma para evitar a resistência das células tumorais do câncer de fígado à daunorubicina, um dos tratamentos de quimioterapia mais freqüentes contra esta doença. Isso poderia levar a uma nova estratégia para se enfrentar o câncer, segundo as conclusões do estudo feito por integrantes do Centro Superior de Pesquisas Científicas. Os especialistas conseguiram "in vivo" evitar que as células tumorais criassem resistência ao tratamento mais habitual. A resistência aos remédios seria a responsável pelo fracasso em tratamentos contra o câncer. O trabalho, testado em animais, foi desenvolvido pela equipe do professor do Instituto de Pesquisas Biomédicas de Barcelona, José Carlos Fernández-Checa, e teve como principal autor Albert Morales. A possível via de tratamento é baseada no papel da ceramida (lipídios muito presentes na membrana celular), cuja geração é um importante mecanismo envolvido em muitos tratamentos contra o câncer, pois propicia a morte das células cancerosas, segundo Fernández-Checa. Remédios como a daunorubicina estimulam a formação desses lipídios para promover a morte tumoral, mas o estudo comprovou que, diante desse tratamento em particular as células cancerosas tendem a desenvolver um mecanismo de defesa. "As células tumorais induzem enzimas específicas, como a ceramida ácida, que degradam os lipídios e conseguem escapar da morte celular provocada após a formação deste lipídio com efeitos terapêuticos", disse. A conseqüência da resistência é que a ceramida ácida produz o efeito contrário ao desejado e elimina a ceramida gerada pela daunorubicina que deveria levar à morte celular. O estudo mostrou que, ao administrar o antitumoral junto a um inibidor da ceramida ácida, ou logo após a redução do nível da enzima, se recupera a ação terapêutica do tratamento, tanto "in vitro" como "in vivo". Portanto, segundo os cientistas, os antagonistas da enzima poderiam ter uma fundamental implicação clínica no tratamento do câncer hepático.
Fonte: Agência EFE 25.06.2007.

 

 

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